"Está reclamando do Lula? do Serra? da Dilma? do Arruda? do Sarney? do Collor? do Renan? do Palocci? do Delubio? da Roseana Sarney? Dos políticos distritais de Brasília? do Jucá? do Kassab? dos mais 300 picaretas do Congresso? E você? Brasileiro Reclama De Quê?
O Brasileiro é assim: 01. – Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas. 02. – Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas. 03. – Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração. 04. – Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura. 05. – Fala no celular enquanto dirige. 06. – Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento. 07. – Para em filas duplas, triplas em frente às escolas. 08. – Viola a lei do silêncio. 09. – Dirige após consumir bebida alcoólica. 10. – Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas. 11. – Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas. 12. – Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho. 13. – Faz “gato” de luz, de água e de TV a cabo. 14. – Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos. 15. – Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto. 16. – Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas. 17. – Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20. 18. – Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes. 19. – Estaciona em vagas exclusivas para deficientes. 20. – Adultera o odômetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado. 21. – Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata. 22. – Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca. 23. – Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem. 24. – Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA. 25. – Frequenta os caça-níquéis e faz uma fezinha no jogo de bicho. 26. – Leva das empresas onde trabalha pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis…. Como se isso não fosse roubo. 27. – Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha. 28. – Falsifica tudo, tudo mesmo… Só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado. 29. – Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem. 30. – Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve. 31. – Não sabe votar e depois nem lembra em quem votou.
E ainda quer que os políticos sejam honestos… Escandaliza-se com a farra das passagens aéreas… Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo ou não? Brasileiro reclama de quê, afinal? E é a mais pura verdade, isso que é o pior! Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário! Vamos dar o bom exemplo! Espalhe essa ideia! “Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos…” Amigos! A mudança deve começar dentro de nós, nossas casas, nossos valores, nossas atitudes!
O DF também é palco de outras bandas e artistas undergrounds e independente bons mas nem tão famosos assim quem um poderão ser futuras revelações do pais ou até mesmo mundial, que apresentam-se em shows no DF e todo Brasil.
Como Cilene Tyler uma figura popular e importante no universo da musica e movimentos undergrounds e independentes do Distrito Federal.
Saiba mas sobre ela abaixo:
Nome(apelido e nome completo): Cilene Tyler. Nelcilene Cabral Gonçalves.
Primeiro contato com a música foi(quando começou a tocar ou cantar)?:
Quando eu tinha uns 12 anos mas só escutava hard rock, meus primos Renato (Rude) e Daniel (Ex-Rude) já tocavam violão e bateria respectivamente. Eles que me falaram o que era um baixo rs, ai resolvi fazer aulas, mas parei depois de uns dois meses de aula porque quebrei meu mindinho esquerdo andando de skate. Nunca mais subi num skate e só voltei a tocar quando comprei meu próprio baixo, isso com uns 15 anos.
A primeira banda?:
Asgard, de metal. Mas metal nunca foi meu estilo, tanto é que não durei nem dois meses na banda.
O que você faz hoje,(trabalho,musica e etc)
Sou baixista das Bonecas de Trapo, e nas horas vagas sou técnica de telecomunicações.
Minhas influências são:
Aerosmith, L7, Ramones, Sex Pistols, Joan Jett, Hole, Black Flag, Bikini Kill, Kaos Klitoriano, Dead Kennedys, Nirvana, Guns’n roses, Kiss, Vixen, The Clash, The Biggs, The Cure, The Police, Red Hot Chilli Peppers, e esses classicos do pop: Michael Jackson e Madonna.
Defina quem você é livremente:
Cilene Tyler, 20 anos, baixista das Bonecas de Trapo. Sou amasiada e mãe.
Fã incondicional de Aerosmith que é de onde vem o Tyler, o nome minha banda (da música “rag doll”) e o nome do meu filho Steven de quase três anos.
A grana que eu consigo vem do emprego de técnica em telecom que consegui depois de passar dois anos e meio na ETB (eu não reprovei, entrei de licença maternidade). Meus amigos querem um trampo como o meu.
Bonecas de Trapo é minha válvula de escape, onde posso me expressar, ser mãe e aumentar a idade sem precisar envelhecer. De uns tempos pra cá agente só vive em crise rs, mas nada que nenhuma banda não passe. Sou filha única, mas com a banda ganhei uma mais que amiga, uma irmã: Deydi.
No maissempre jogo o lixo no lixo, me esqueço das coisas rápido e tenho um incrível imã pra ladrões.
Hobby: Sinuca.
Signo e ascendente: Câncer.
Qualidade: Ativa e pontual.
Defeito: Dizem que sou mandona, manipulador e egoísta, mas eu não acredito rs.
Medo: De não morrer antes dos meus filhos.
Orgulho: De ter encarado a maternidade, de ter uma banda toda com mulheres e de ter ido a um show do Aerosmith.
Programa de TV: Seinfeld, Malcom, Todo mundo odeia o Chris, Chaves, alguns desenhos animados, algumas séries brasileiras, programa do Jô e só, o resto junta tudo, taca álcool e taca fogo.
Musica: Rock, hard e punk rock basicamente.
Filme: Ah velho, tantos...
Time: Corinthians.
Bebida: Cerveja, vinho seco, xiboquinha, leite, água.
Comida: Arroz e feijão, comida italiana.
O que atrai num(a) homem: não tenho padrão, mas gosto de cabelos compridos.
O que corta seu barato: Algumas pessoas e um monte de coisas.
Viagem: Bonecas de Trapo em Goiânia/2006 foi perfeito. A van pegando agente no memorial JK (antes da polícia pagar sapo porque estávamos encima do monumento), o café da manhã com caipirinha com as meninas da S.A. 44 também na van,o hotel, o almoço (uma droga!), o nosso show e todos os outros em especial o da Dominatrix, os punks que apareciam lá. A banda estava completa e tudo isso de graça e com a Campânia de Marcos, Charles e Marco Piueca.
Documentário "Rock Ceilândia - Periférico e coletivo" exalta bandas da cidadeNa região do hip-hop, as guitarras também têm vez. Tema de documentário, a cena roqueira da cidade conquista público, se organiza e aumenta o volume da crítica social
Nos corredores da edição mais recente do 42º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o jornalista e cineasta Gil Pedro ouviu comentários que, para ele, soaram quase inacreditáveis. Pouco depois da sessão do curta-metragem Rock Ceilândia — Periférico e coletivo, concorrente ao Candango na mostra digital, encontrou espectadores espantados com a descoberta de que a cena musical da região administrativa mais populosa do Distrito Federal — com cerca 365 mil habitantes — não respira apenas hip-hop e forró. “As pessoas perguntavam: mas Ceilândia não é a capital do grafite, do rap? Pode parecer impressionante, mas há bandas de rock com 15 anos de estrada que são totalmente desconhecidas fora da cidade”, observa o diretor.
Márcio, dos Maltrapilhos, João Frajola, do Terno Elétrico, Alexandre Medeiros, do QZera, Cilene Tyler, do Bonecas de Trapo, Raiane Gonoli, do Bonecas de Trapo, Anderock, do Atritus, André, do Vitalógica
Músico há 20 anos, Gil tocou bateria em grupos como 5 Generais, Gangorra e Bazar Band. Vive em Ceilândia desde criança, onde cresceu ao som de rock ‘n’ roll. Na estreia como cineasta, optou por um tema que, para ele, soa familiar. O documentário, desenvolvido com ajuda de amigos e a custo irrisório (a equipe gastou R$ 100 para produzir uma cópia em beta, formato exigido por comissões de festivais — e só), cobra atenção para um traço pouco notado da cultura ceilandense: o rugido das guitarras. Com 20 minutos de duração, e a crueza de um refrão punk, o curta apresenta um retrato instantâneo (e, até certo ponto, esperançoso) do rock local. “Apesar de abrir o filme com imagens da construção de Ceilândia, o importante é mostrar que essas bandas existem”, explica Renato Rhugas, produtor do filme (também fundamental na equipe, Oldair Vieira cuidou da edição).
Ainda que sem o alcance do hip-hop, o rock exerce tremores subterrâneos na cidade. Entre os músicos, é unânime a impressão de que a cena passa por um momento de entusiasmo. Ainda assim, eles enfrentam antigas dificuldades: a carência de um circuito de shows, a escassez de incentivos (públicos e privados), a sensação de isolamento em relação ao centro do DF. “Em meio a todos os problemas, estamos resistindo. Há festivais que reúnem 4 mil pessoas”, observa Márcio, vocalista do punk Os Maltrapilhos. Há 15 anos no batente, o quarteto já se apresentou no Porão do Rock (em 2006) e teve CD lançado em Portugal. “No início da banda, era tudo precário: ninguém tinha instrumentos, a gente ensaiava no fundo do quintal. O pai reclamava que não aguentava mais o barulho”, lembra.
Ao lado do quarteto de blues-rock Terno Elétrico, que lançou o disco de estreia em 2009, Os Maltrapilhos é o nome mais conhecido do documentário. Divide a cena com bandas como Barbarella, Body in Flames, Atritus, Whisky 74, Guariroba Blues, Vitalógica, 9 Milímetros e Os Homi Rapaz Si Minino. Entre elas, predomina o espírito de coletividade e o gosto pelos sons pesados — do punk ao hard rock — e por versos que espelham o cotidiano. Curiosamente, a vocação para o protesto revela um certo parentesco com o hip-hop made in Ceilândia. “Escuto muito Câmbio Negro, Cirurgia Moral, Racionais. Assimilo as letras, o tom de indignação”, afirma Márcio, 34 anos. Ao combate Para João Frajola, vocalista do Terno Elétrico, 40 anos, a atitude combativa está no DNA do rock ceilandense. “Talvez o diferencial esteja aí”, observa. Ainda assim, aprendeu a conviver com o estranhamento provocado sempre que o grupo afirma a origem. “Quando falávamos que somos uma banda de rock de Ceilândia, as pessoas nos olhavam um pouco diferente. Na nossa música, tentamos mostrar a cidade, mas sem cair no panfletário”, resume. Uma das canções do grupo, Avenida H. Prates, narra as impressões de um personagem que atravessa a principal via da região. “A cidade produz rock de qualidade. O que falta é se espalhar, promover intercâmbio, sem bairrismo”, aposta.
Confira trechos do documentário Rock Ceilândia - Periférico e coletivo
De forma independente e com teimosia, o circuito roqueiro se espalha na programação de dois bares (Garagem Cultural e Cio das Artes) e em festivais como o já tradicional Ferrock, o Rock na Veia e o Rock na Rua. “O rock é uma bandeira, um instrumento forte, socialmente falando”, comenta o produtor do evento, Ari de Barros, em cena do documentário. Com cartazes que combinam Woodstock com Che Guevara, o Ferrock prega a “revolução do rock” desde 1986. É inspiração para promessas como o Bonecas de Trapo, trio de punk e grunge formado só por meninas, em atividade desde 2004. “Para uma banda de rock de Ceilândia, é difícil até receber pagamento. Quem toca hip-hop e forró ganha cachê. Para o rock, nada. Mas queremos crescer”, diz a vocalista Deydi. O barulho, pelo visto, não vai cessar.
Produto interno bruto
Conheça algumas bandas que estão no documentário Rock Ceilândia
Os Maltrapilhos » Sob influência do punk, a banda combina o peso do gênero com uma artilharia de versos indignados. “Nutridos pela revolta e manifestados pelo ódio”, como avisam no MySpace, eles têm dois discos gravados: Desemprego e desespero, de 2006, e Descaso, de 2008. Ouça em www.myspace.com/osmaltrapilhos.
Terno Elétrico » Com doses generosas de blues e rock ‘n’ roll, o quinteto Terno Elétrico ligou a tomada em 1992 — mas só lançou o primeiro disco este ano. “O rock sempre teve força em Ceilândia. Mas muitas bandas pararam por não verem um caminho”, comenta o vocalista João Frajola. Ouça em www.myspace.com/ternoeletrico.
Bonecas de Trapo » O nome veio da música Rag doll, do Aerosmith, mas a banda inspira-se principalmente na fúria grunge de Hole, L7 e Nirvana. Com boa experiência de palco, Deydi, Cilene e Raiane arrepiaram marmanjos no Ferrock e pelo 1º Festival Nacional de Punk Feminino (em Goiânia, em 2006). No momento, gravam músicas em estúdio caseiro. Ouça em www.myspace.com/bonecasdetrapo.
Atritus »A batida punk pulsa violentamente no som da banda — mas o tempero é bem-humorado. Formado no começo de 2004. Os “cinco loucos” escrevem versos que vão do protesto à esculhambação. Invadem a internet muita “cachaça, mulher e rock ‘n’ roll”. Ouça em www.myspace.com/atritus.
Vitalógica »Em faixas como A volta e Conspiração, o quarteto usa riffs de hard rock para embalar versos que mostram influência de rock dos anos 1980. A banda tem no currículo participação em cooperativa de rock e em projetos de música em escolas. Ouça em www.myspace.com/bandavitalogica
Sabe aquela semana em que nada dá certo? Você passa a semana resolvendo pepinos de tudo que é lado, e quanto mais você resolve, mais aparece? E aí vc chega no final da sexta-feira, olha pra trás e vê que não fez nada de produtivo a semana inteira. Pois é, essa foi a minha semana. Mas dessa vez, diferente de outras, eu tinha uma esperança: nada como um show do AC/DC pra encerrar uma semana dessas.
E não fui decepcionado.
Claro que nada fica fácil quando acontece um show para 70 mil pessoas do outro lado do rio, em uma sexta-feira em São Paulo. Trânsito infernal, chuva torrencial, desorganização, etc. Aquilo tudo que a gente que gosta de shows tá acostumado. Mas leva com bom-humor, fazer o quê? Quando a chuva pegou forte umas 2 horas antes do show, o auto-falante mandou “Iron Man” do Back Sabbath, e a galera que já enchia o gramado do Morumbi entoou a plenos pulmões, debaixo do dilúvio que caía na cidade. Bom sinal.
Com uma introdução dessas, nem mesmo o show morno do Nasi conseguiu esfriar a galera, excitadíssima quando o AC/DC entrou no palco lá pelas 21:30. A abertura é feita com um vídeo divertidíssimo misturando um trem desgovernado, mulheres gostosas e Angus salvando sua guitarra. E é nesse clima que entra “Rock´n roll train”.
Público nas mãos, a banda desfila sons de “Black Ice”, o último trabalho da banda, misturando com clássicos. As músicas novas empolgam tanto quanto as antigas, mostrando que o AC/DC ainda sabe criar melodias e riffs memoráveis e empolgantes. A sequência inicial inclui ainda “Hell ain´t a bad place to be”, “Back in Black” e “Big Jack”.
A energia da banda no palco é invejável. Se Brian Jonhson não pára um minuto de mexer seu braço esquerdo, é Angus Young que monopoliza as atenções; não descansa, pula, atravessa o palco, se debulha em riffs delirantes e leva a platéia à loucura. Enquanto isso, seu irmão Malcolm Young é discreto e preciso conduzindo a cozinha da banda com competência exemplar, com apoio do baixista Cliff Williams e do baterista Phil Rudd.
Em “The Jack”, a banda seduz a platéia com um blues dos infernos, com direito a um strip-tease tosco de Angus, que nessa altura já se derretia em suor. Divertidíssimo.
Logo a seguir, Brian dá início a “Hell´s Bells” se pendurando em um sino gigante. Mesmo tendo o rock´n roll como foco principal, o AC/DC não perde o senso de espetáculo, como se espera de uma grande banda.
Os maiores sucessos ficam mesmo pro final, na sequência matadora “You Shook Me All Night Long”, “T.N.T.”, “Whole Lotta Rosie” (com direito a boneca inflável gigante no palco) e “Let There Be Rock”. A galera enlouquece, pula desesperada. Aqui e ali, é possível ver um ou outro colocando a mão na coluna. É amigos, boa parte da platéia é de gente que não tem mais idade pra isso (rs).
Não que isso importe pro AC/DC. E quando eles voltam pro bis, mandam “Highway to hell” e “For those about to rock (we salute you)”, essa última como uma espécie de agradecimento a tão devotada platéia. Quando saem do palco, fogos de artifício cobrem o Morumbi, iluminando os rostos felizes (e cansados) de milhares de fãs, antigos e novos, que nesta altura acreditam mesmo que se o AC/DC é coisa do diabo, o inferno não deve ser um lugar ruim pra se estar.
Set-list completo do show:
Rock n’ Roll Train Hell Ain’t a Bad Place to Be Back in Black Big Jack Dirty Deeds Done Dirt Cheap Shot Down in Flames Thunderstruck Black Ice The Jack Hells Bells Shoot to Thrill War Machine Dog Eat Dog You Shook Me All Night Long T.N.T. Whole Lotta Rosie Let There Be Rock
Bis
Highway to Hell For Those About to Rock (We Salute You)
Wooo Ow, Woou ou uo, aposto uma foda que você me quer!
Em uma galáxia muito, muito distante, existia um estilo musical chamado Rock and Roll. Os adeptos desse estilo eram caras de atitude. Tocavam guitarra como deuses, dedilhavam os seus baixos com a precisão cirúrgica de um neuro-cirurgião. Os bateristas, nem se fala. Davam a ligeira impressão de ter no mínimo oito braços.
Além de mandarem incrivelmente bem com seus instrumentos, com as mulheres era um caso a parte. Groupies entravam e saíam de camarins, sempre com um sorriso de satisfação no rosto. Whisky, vodka, Budweiser. Aqueles caras sabiam viver…
Mas aí, de uma hora pra outra, o rock deixou de ser atitude e passou a ser visual. A qualidade das bandas caiu terrivelmente enquanto o número de cores das blusas, calças e bandanas atingia o limite do ridículo. Por mais que o Glam Rock tenha introduzido a maquiagem, as calças coladas e os cabelos espalhafatosos, ainda sim mantinham um pouco da dignidade que restava do bom e velho Rock and Roll.
Pense no Rock como aquele jogador de futebol que é revelado no Araruama-CE, consegue uma vaguinha no Flamengo, é vendido para o Barcelona e consagrado o melhor do mundo na Copa do Mundo. Ele não quer parar no auge, enquanto ainda joga bem. Ele espera ficar um merda e, quando não rende mais nada, resolve se aposentar.
Voltemos no ano de 2008. O auge do NX Zero. O rosto dos integrantes estampavam todas as revistas adolescentes da época. Eram presença garantida no Domingão do Faustão e nos programas da MTV. Nas rádios então, nem se fala. O mundo era o limite.
Mas aí chegou 2009 e com ele a banda Fresno. O mundo agora conhecia aqueles rapazes do sul do Brasil que, com a sua música faziam jovens apaixonadas melarem as suas calcinhas com o visual descolado, o corpo tatuado e a voz doce como bala dadinho de caramelo.
Porém, do meio do ano pra cá, os rapazes sofreram um duro golpe com a chegada de um estilo musical indefinível, cujas bandas que o representam são ainda mais bizarras.
O mundo conhecia as bandas Cine e Restart – e demais que foram influenciadas pelas suas semelhantes americanas: Forever The Sickest Kids, Metro Station e Danger Radio.
Restart your life, please
Agora, percebendo o estouro dessas bandas é inevitável pensar que, hoje em dia, qualquer um consegue ter uma banda de sucesso. Como eu sou um cara experiente nesse assunto, elaborei um guia prático especial para você, nerd virgem que deseja ter fama, sucesso e menininhas aos seus pés.
Apresento-lhes… O Guia Prático para ter uma banda de sucesso no Brasil.
1 – Não crie um estilo próprio
Essa é a principal característica das atuais bandas de rock que fazem sucesso no Brasil. Elas emulam o estilo de várias outras consagradas lá na gringa. Nx Zero e Fresno podem ser facilmente comparadas com Finch, TakingBack Sunday, Thursday e Sunny Day Real State. Apesar dessas bandas americanas serem consideradas emo, as nossas representantes nacionais não fazem a mesma linha, sendo algo um pouco mais… fresco.
Quanto às bandas Cine e Restart, confira comigo nas fotos abaixo, como disse alguns parágrafos acima, são as versões traduzidas das músicas do Metro Station e Forever the Sickest Kids, além do visual milimetricamente copiado, o que nos leva para o próximo tópico.
Nova fase de Malhação
Versão americana de Malhação
2 – Vista-se como uma árvore de natal
Várias cores e sabores no seu guarda-roupas. Esse é um dos principais requisitos para se tornar famoso musicalmente no âmbito “rock and roll for dummies” ou teenagers, como quiser.
Vista blusas com cores fluorescentes, óculos Wayfarer com cores quentes, calça colada e tênis Nike “old-school”. Se preferir, pode usar aquele Le Cheval com luzinhas. Dá um plus a mais no visual e ainda tira uma onda com as garotinhas.
Pega nas minhas bolas, risos
3 – Prancha de cabelo
Acredito que este seja o passo principal do guia. O rock atual não permite que você tenha cabelo ruim. Isso não é comercial, não vende. A boa é comprar uma chapinha ou comprar uma caixa de Ene-Maru e caprichar nas madeixas.
Você tem que balançar o cabelo, deixá-lo atrapalhado e a franja no olho dá um look totalmente cool durante as fotos de divulgação para a Capricho. Sem contar que faz um sucesso foda com as garotinhas.
Théo, aos 15 anos de idade
4 – Afine a voz
E não é afinar de deixar “afinada”. É afinar de deixar a voz fina mesmo, de mulherzinha, como se você não tivesse passado pela puberdade. Cante como um adolescente de 12 anos no chuveiro, o que é fácil, pois identifica o som da banda com a faixa etária do público.
Cantar como Max Cavaleira é algo impensável no cenário rock atual. Cante mais como a Joelma. Sucesso garantido.
Canta comigo!
5 – Esqueça as letras
Who o ow Who o o o ow Who o oaaaa Ye ye yeah
O simples torna ela demais Quinta o shopping, domingo os pais Tente entender por que ainda ligo pra você Ela só me diz não, pra mim já tornou padrão e faz por querer
Te vejo na minha (Te vejo na minha) Vai ser só minha (Vai ser só minha) Falo tão sério, é sério você vai Vai ser só minha (Vai ser só minha) Vem ser só minha Vai ser você Aposto um beijo que você me quer
Who o ow Who o o o ow Who o oaaaa Eu te completo baby Who o ow Who o o o ow Who o oaaaa Vem que é certo baby
Sempre escuta as bandas que eu nunca ouvi Sempre de vestido pra sair E quando ela sai, não importa pra onde vai Sempre com o cartão do pai, compra tudo e se distrai
Te vejo na minha (Te vejo na minha) Vai ser só minha (Vai ser só minha) Falo tão sério, é sério você vai Vai ser só minha (Vai ser só minha) Vem ser só minha Vai ser você Aposto um beijo que você me quer
Who o ow Who o o o ow Who o oaaaa Eu te completo baby Who o ow Who o o o ow Who o oaaaa Vem que é certo baby
Te ver no sábado e escutar tudo que eu já sei, pode decorar Não é fácil, eu não me faço Egoísta, sim, eu não nego Por isso insisto em ti e me entrego mais, mais, mais Who o ow Who o o o ow Who o oaaaa Vai ser você Aposto um beijo que você me quer
O simples torna ela demais Quinta o shopping, domingo os pais Paguei pra ver por que é que eu liguei pra você?
Entendeu o meu ponto? Então. Hoje em dias músicas não querem dizer absolutamente nada. Coloque uns gritinhos, algumas onomatopéias e pronto, você está apto a ganhar o VMB.
6 – Faça muito Spam no Orkut, Twitter e Fotolog
98% das bandinhas conquistam seus fãs pela internet. E não é de uma forma espontânea. É através de muito, mas muito spam mesmo no Orkut, Twitter e no falecido Fotolog.net.
Onde mais você pode encontrar milhões de pré-adolescentes ávidas por novos ídolos emúsica de péssima qualidade senão nessas redes sociais? Esqueça qualquer interação com esses caras. Na real, são amigos e robôs que fazem spam enquanto os verdadeiros, caham, artistas, estão tomando Fanta Uva Light e comendo Doritos na porta de casa.
É isso, amiguinhos. Um guia prático e bem básico para conquistar o sucesso e o coração das adolescentes no mundo do Rock. Seguindo essas breves dicas você estará em breve participando de todos os programas da MTV e ganhando milhões de Prêmios Nicks. Você ganhar isso tudo, exceto o meu respeito. Bando de mulherzinha.
O tradicional Ferrock, em Ceilândia, reúne fãs de metal e abre espaço para novas bandas
Marina Severino
Publicação:02/11/2009 11:05
"Quero agradecer a todos aqui presentes, especialmente àqueles com a camisa do Ramones", começou Márcio Pika, vocalista da banda de punk hardcore Os Maltrapilhos, no palco do 24º Festival de Rock de Ceilândia, o Ferrock, no sábado. No encontro de metaleiros, entre fãs de punk rock, trash, grind, e stoner metal, Ramones parecia ser a unanimidade. "Eles merecem uma categoria à parte. Não podem ser classificados em nenhum outro estilo", sentenciou o serralheiro Fábio Duarte, 33, fã de heavy metal "desde os 10 anos de idade".
A banda Os Maltrapilhos, de Ceilândia, ajudou a esquentar o clima durante o Ferrock, no centro da cidade
Nesse clima, as pessoas começaram a se amontoar em frente aos dois palcos do Ferrock - à esquerda, o P Norte, à direita, o P Sul - e homenageavam a efervescência cultural dos setores do Distrito Federal na arena montada na Praça do Trabalhador. O início das apresentações, marcado para as 15h, atrasou em consequência da chuva, que não afastou o roqueiros amontoados na arquibancada para assistir de camarote à passagem de som. Os portões se abriram às 17h e o pop rock da banda São Três deu as boas-vindas aos presentes.
O público mirrado assistiu tímido aos primeiros shows, mas logo se animou. O terceiro grupo do Distrito Federal a se apresentar, Black Bulldog, empolgou os metaleiros em um corajoso e bem-sucedido cover de Ramones. Entretando, as estrelas só iriam chegar às 19h30: as bandas nordestinas Barba de Gato (AL), Karne Crua (SE), Expose Your Hate (RN), Decomposed God (PE) e Obskure (CE). "Eles são os grandes reis da noite. Têm um trabalho de sucesso em suas cidades e um universo interessante de sons para oferecer para a gente. É um intercâmbio interessante", acredita Ysianne Reis, 25. No sábado, a servidora pública preferiu se definir como roqueira de profissão. "Sigo as bandas, sou uma apaixonada pelo rock e sua bandeira de contestação e paz", afirmou.
Para Ari de Barros, organizador do Ferrock há 24 anos, essa é a principal meta do evento. "Desde o início, queríamos reunir as pessoas em torno de um som que promovesse a paz e o engajamento da sociedade em cultura e cidadania. Por isso, sempre associamos o evento à doação de agasalhos, brinquedos e, no caso deste ano, alimentos", conta, idealista. De um evento que nasceu da reunião de amigos em torno de um 3 em 1, aparelho de som que unia toca-discos, fita k-7 e rádio, o Ferrock cresceu de forma inesperada.
Depois de receber Angra, Ira e Ratos do Porão em edições anteriores, a organização se voltou novamente às pequenas bandas. "O convite aos grupos nordestinos exigiu um pré-requisito. Pelo menos um dos integrantes tinha de idealizar projetos culturais, seja atuando nas comunidades carentes ou divulgando artistas e ideais por meio de zines", explicou.
De mão em mão A noite também foi proveitosa para o lançamento da coletânea comemorativa do Zine Oficial, um fanzine que existe há três anos no Distrito Federal. As revistas com impressão de baixo custo ficaram famosas entre o público do cenário underground. A partir dos textos de fãs, divulgação de eventos e novas bandas, eles conquistaram popularidade e o consequente apoio para a compilação de um CD com 24 músicas gravadas em estúdio por bandas do DF e Entorno. Todos os textos publicados no zine podem ser lidos em www.zineoficial.com.br.
é o resultado das experiências profissionais especializados em publicidade,
cobertura e realização de eventos a trabalhos como elaboração de Capas de CDs, fotografia, fotografia publicitária, consultoria para criação, desenvolvimento e manutenção de sites, banner, design gráfico, logotipo, folder, catálogo, logomarca, apresentação multimídia.
Desenvolvemos projetos e divulgação para diversas bandas,artistas,eventos, shows e empresas.
Descubra porque podemos fazer de você e seu evento um sucesso!!!